Sesión 5. La gentrificación ¿siempre es mala?

Este miércoles continuamos en La Casa del centro histórico los diálogos sobre gentrificación en América Latina, esta vez discutiendo sobre las consecuencias negativas y positivas de este fenómeno. Os esperamos!

Sesión 5. La gentrificación ¿siempre es mala?

Fecha:  17 de junio 17:30 – 19:30

Lugar: La Casa (Olmedo Oe-318 y Guayaquil 2do piso se ingresa por la relojeria al lado de los ceviches de la Rumiñahui)

Textos:

Gentrificación: ¿Positiva o negativa?” (Cap: 6) – Loretta Lees, Tom Slater& Elvin Wyly

Are there limits to gentrification?“- David Ley y Cory Dobson

Anuncios

Nota da Comissão da Verdade do Rio sobre as remoções na Vila Autódromo

Nota da Comissão da Verdade do Rio sobre a Vila Autódromo

A Comissão da Verdade do Rio vem investigando as remoções forçadas perpetradas pela ditadura militar brasileira, em prejuízo do direito à moradia adequada entre os anos de 1964 a 1985. A pesquisa, orientada por Juliana Oakim e Marco Pestana, observa com atenção que o projeto ditatorial, a fim de promover a exclusão social das populações empobrecidas e o favorecimento econômico da classe dominante, viabilizou as políticas de remoção em áreas nobres do Rio de Janeiro, em uma iniciativa que visava a erradicação das favelas da cidade. Deste modo, favelas há muito tempo estabelecidas na Lagoa, Gávea, Maracanã, etc. sofreram processos de remoção, todos mediante violência, perseguição às organizações de resistência política e sem diálogo com os moradores, que se viram obrigados a morar em bairros distantes de seu local de trabalho, rede de amigos e familiares e sem infraestrutura básica de serviços.

Em depoimento prestado à CEV-Rio, Altair Guimarães, liderança da Vila Autódromo, na Barra da Tijuca, relatou a traumática experiência de ser desalojado da Ilha dos Caiçaras, em 1968, e da atual tentativa da Prefeitura em remover os moradores da Vila Autódromo:

“Fomos tirados dessas comunidades (Favela do Pinto, Ilha das Dragas e Ilha dos Caiçaras) como animais. Na época, a COMLURB* tinha caminhões com janelinhas iguais as dos trens. O governo, a Polícia Militar e a COMLURB iam botando nossas coisas pra cima dos caminhões de lixo, metendo pé de cabra e marreta nos barracos, derrubando. Não respeitavam as crianças, não respeitavam os mais velhos e não é diferente hoje. A mesma coisa que acontecia na época da ditadura, acontece hoje. Não conhecia nada em Jacarepaguá e com 14 anos olhando pela janela do caminhão da COMLURB eu ficava me perguntando para onde eu estaria indo. E aonde eu fui cair? Na Cidade de Deus. Sem nenhuma infraestrutura, pois na época do [governador] Lacerda ainda estava em construção, era barro puro, não tinha escola, só tinha uma padaria, não tinha nada. E aí eu os meus amigos fomos separados, alguns foram para Cordovil e outros foram para outro lugar. Vivi uma vida muito ruim na minha adolescência com essa mudança de um lugar para o outro. Eu não desejava que as crianças dessa comunidade [Vila Autódromo] passassem pelas mesmas coisas que eu passei, mas, infelizmente, não consegui”.

Chama atenção da Comissão a fragilidade e alternância das justificativas apresentadas nas últimas décadas para a remoção da Vila Autódromo, que vão desde o infundado dano estético e ambiental provocado pela comunidade nos anos 90, até o atual prejuízo à mobilidade urbana supostamente representados pelo bairro. Ao visitar a Vila Autódromo para ouvir Altair, a equipe da CEV-Rio constatou o interesse do mercado imobiliário nesta região, que possibilita a continuação da expansão urbana da Zona Oeste da cidade. Neste cenário, a Vila Autódromo está localizada entre hotéis de luxo (já em construção) e a Lagoa de Jacarepaguá, paraíso natural semelhante à Lagoa Rodrigo de Freitas, visada pelo mercado imobiliário durante os anos 60 e motivadora das remoções das favelas do Pinto, Catacumba, Ilha das Dragas e Ilha dos Caiçaras naquela década. À época, a administração pública também alegava a impossibilidade de se residir nessas áreas. No entanto, logo em seguida grandes empreendimentos imobiliários foram construídos no mesmo local, sem chance de que os antigos moradores retornassem.

A Comissão da Verdade do Rio se preocupa com a possibilidade de que Altair e os demais moradores sejam forçadamente removidos, ao invés de terem finalmente garantido seu direito à moradia digna mediante investimentos públicos em urbanização. Somente com a mudança dos paradigmas autoritários alcançaremos a não-repetição das violações de direitos humanos que caracterizaram a ditadura militar, objetivo perseguido pela CEV-Rio ao promover memória e verdade, e encaminhar recomendações ao Estado brasileiro.

* A empresa encarregada da limpeza urbana à época era a DLU – Departamento de Limpeza Urbana do Estado da Guanabara.

Semana Tensa Introduz Nova Política de “Remoções Relâmpago” Em Favelas do Rio

Semana Tensa Introduz Nova Política de “Remoções Relâmpago” Em Favelas do Rio

Posted: 08 Jun 2015 02:56 PM PDT

RioOnWatch.org.br

Remoções na Vila Autódromo
Em Santa Marta na Zona Sul do Rio, na Vila Autódromo, próxima ao Parque Olímpico na Zona Oeste, e na Favela do Metrô na Zona Norte, uma série de “remoções relâmpago”–remoções forçadas com pouco ou nenhum aviso prévio e frágil aprovação da Justiça–ocorreram em favelas em todo o Rio de Janeiro na semana passada, em um clima de confusão e tensão no que parece ser uma nova etapa na política de remoção.
Apenas 14 meses antes dos Jogos Olímpicos de 2016, a tomada de terras que tem caracterizado o período pré-Olimpíadas parece ter tomado um curso em direção ao pior. De janeiro de 2009 a dezembro de 2013 mais de 20 mil famílias, ou 67 mil pessoas, foram removidas de suas casas. O número de vítimas continua a crescer.
Aqui, uma sequência cronológica dos acontecimentos da última semana:

Morro da Providência

Em 28 de maio, moradores do Morro da Providência, favela mais antiga do Rio, localizada no centro da cidade, perto da revitalização daregião do porto, postaram fotos nas mídias sociais mostrando os moradores na região do Túnel Rego Barros sendo removidos, tendo seus pertences retirados pela Polícia Militar.
Remoções na Providência.
Apesar da comunidade ter sido bem sucedida em evitar remoções generalizadas (um terço da comunidade histórica havia sido prevista para remoção) por meio de uma vitória na Justiça com base na falta de participação popular, algumas casas continuam sendo alvo, com justificativa de que estão em “áreas de risco“.

Favela do Metrô

Em 29 de maio, trabalhadores e lojistas foram despejados pela Prefeitura sem aviso prévio na Favela do Metrô, localizada próximo ao Estádio do Maracanã, na Zona Norte do Rio. A comunidade foi vítima de um longo processo de remoção entre 2010 e 2013 supostamente para a Copa do Mundo (para o qual as construções nunca se materializaram), acompanhada por uma série de remoções desde então, com as casas sendo reocupadas por pessoas em necessidade de moradia. As remoções da semana passada ocorreram em oficinas automotivas e lojas da área comercial da comunidade, a qual o prefeito se comprometeu a compensar com um novo pólo automotivo, o “Parque Linear Automotivo Metrô-Mangueira”, que nunca foi construído.
Favela-do-metro-eviction
Alunos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), cujo campus principal é vizinho da Favela do Metrô, se juntaram aos protestos em apoio aos removidos. O protesto foi para dentro do campus da UERJ após o início da violência.
Uma liminar da justiça foi emitida em 29 de maio proibindo a Prefeitura de continuar com as demolições na Favela do Metrô, com multas de R$20 mil para cada casa destruída. A liminar, no entanto, veio tarde para muitos trabalhadores e lojistas que tiveram suas propriedades e pertences destruídos.
Em vídeo postado no YouTube, Alessandro, morador da favela, disse que não teve tempo de salvar o material mantido para revenda em sua propriedade. “A prefeitura chegou em cima da hora, queria que eu desocupasse imediatamente. Não deram tempo para tirar nem 10% do material que tinha aqui”, disse ele.
Um debate com os moradores, donos de negócios, defensores públicos, professores de direito e outros está sendo programado para quarta-feira 10 de junho.

Tavares Bastos

Em 29 de maio, notificações de remoções foram entregues aos moradores de Tavares Bastos, localizada logo acima dos bairros do Flamengo e do Catete, na Zona Sul do Rio. Bob Nadkarni, morador de longa data e dono do famoso bar de jazz The MAZE, foi o primeiro a receber tais notificações e está lutando contra as acusações de risco na Justiça. Temores de que a ameaça de remover uma das estruturas mais sólidas da comunidade–o The MAZE0–seja apenas o primeiro passo em uma campanha mais ampla de remover a comunidade inteira estão crescendo, e os moradores estão se organizando. Uma “remoção relâmpago” ainda não aconteceu, mas dado o ocorrido em inúmeras outras favelas na mesma semana, o risco não pode ser descartado.

MAZE Tavares Bastos

Santa Marta

Em 1 de junho cinco casas foram destruídas no topo do Santa Marta sobre o bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio, com cenas em vídeo no YouTube filmadas pelo morador e guia Thiago Firmino. As famílias morando no topo da comunidade que ganhou reconhecimento como exemplo positivo de intervenção do governo, lutam com sucesso contra tentativas de remoção desde 2011.

No vídeo, moradores do Santa Marta dizem que receberam um mês de aviso, com base de que suas casas estão em área de risco. No entanto, nenhuma avaliação técnica da terra aconteceu anteriormente.
Uma das moradoras removidas aparece visivelmente angustiada no vídeo: “Como é que vou guardar as minhas coisas? Onde é que vou dormir hoje?” Ela também disse que não queria dormir no abrigo público oferecido pelo governo.
Outro morador foi filmado verificando o estrago após a demolição da casa que ele próprio construiu: “Foi o meu suor. Foi a minha vida. E tá aqui uma lixeira”, disse ele, apontando para seu sofá, TV, armário e geladeira entre os escombros ao ar livre.

Vila Autódromo

Em 3 de junho, moradores da Vila Autódromo, vizinha do futuro Parque Olímpico na Zona Oeste do Rio, receberam a violência pela Guarda Municipal ao resistir às demolições de duas casas da comunidade. Um vídeo postado no Facebook confirma que a polícia usou de balas de borracha, spray de pimenta e cassetetes ao lidar com os manifestantes, ferindo diversos moradores, alguns tendo que recorrer à cirurgia.
Vila Autódromo resident injured in clashes with police.
A Vila Autódromo se tornou conhecida por décadas de resistência exemplar, a qual resultou em títulos de posse para a comunidade e servindo de inspiração para outras comunidades. No entanto, frente a cinco anos de intimidação e incertezas, com autoridades da Prefeitura determinadas a limpar a área devido à sua proximidade com os Jogos Olímpicos, e as moradias de luxo que vão se seguir a eles, cerca de 90% dos 600 moradores já deixaram a comunidade, aceitando ofertas de compensação financeira ou moradia pública da Prefeitura. Um pequeno grupo, no entanto, continua resistindo às remoções.
A comunidade afirmou que os donos das duas propriedades não receberam notificação prévia de demolição e ainda aguardam indenização da Prefeitura. A defensora pública Maria Lúcia de Pontes disse ao jornal O Dia: “Mesmo que a prefeitura tivesse razão, não poderia cumprir uma decisão judicial com violência e sobre a qual pairava uma dúvida”.
Moradora foi agredida por policiais. Foto: Katia Carvalho
Fotos de moradores da Vila Autódromo feridos foram compartilhadas nas mídias sociais. Maria da Penha [que apareceu na TV sueca em março] foi fotografada com um olho preto e o rosto ensanguentado. Ela teve o nariz quebrado pelo guarda. Em entrevista postada no YouTube, ela descreveu a situação: “Não deram [a prefeitura] nem uma semana de prazo para as famílias se mudarem. Eles falaram que a família tem que sair hoje. Todos os moradores da comunidade se juntaram… Não mexemos com eles [a polícia], não agredimos… eu apanhei, foi cassetete dos guardas que me bateram…”
O despejo foi suspenso após intervenção judicial. A Globo News reportou que uma nova demolição aconteceria hoje, segunda-feira 8 de junho. Na noite passada, moradores levaram às midias sociais pedidos de apoio e uma vigília aconteceu, com pessoas nesta manhã à espera das equipes de demolição.
Representantes de diversos movimentos e organizações conhecidos estavam presentes, incluindo o Ibase, o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, entre outros.

Promessas Para Educação Tecnológica na Maré São Esquecidas Pela Prefeitura

Posted: 08 Jun 2015 08:45 AM PDT

Em meio ao olhar social da Prefeitura e do Governo do Rio de Janeiro para a Maré, muitos projetos foram prometidos. As autoridades passaram a atuar socialmente dentro de comunidades pacificadas quando perceberam a insuficiência e incapacidade de melhora militarizando favelas, apesar do gasto de quase R$2 milhões por dia, no processo de instalação da UPP na Maré. Questões como saneamento básico, saúde, mobilidade e educação infantil e digital foram escolhidas para novos investimentos em todo o conjunto de favelas que apresenta um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade.
Moradores da Rua Bento Ribeiro Dantas, uma das 16 favelas da Maré localizada próxima a Linha Amarela, aguardam a Nave do Conhecimento, projeto que seria inaugurado em dezembro de 2014 pela Prefeitura do Rio. No município, cinco favelas já são beneficiadas, como o Complexo do Alemão, também na Zona Norte.
A Nave do Conhecimento oferece cursos voltados para informática, cultura e tecnologia. Segundo o site do programa, todas as ações desenvolvidas têm como enfoque o olhar para a realidade, o pensar e o agir crítico, a promoção e valorização do ser humano e do território urbano das comunidades.
Gabriel trabalhando na Nave de Conhecimento em Nova Brasília. Foto: Josiane Santana

Gabriel Loiola, de 21 anos, morador e recepcionista da Nave da Nova Brasília afirma que a formação adquirida pelos alunos através dos cursos possibilita a profissionalização e, principalmente, o conhecimento para o cotidiano da favela. “O curso de fotografia é muito procurado pelos jovens. E com isso, eles não ganham só o conhecimento técnico. Afinal, saber fotografar é importante pra gente registrar a nossa história”, afirma Gabriel.
O Parque Linear da Maré, destinado para a construção da instituição de tecnologia, é conhecido pelos moradores como Ciclovia do Pinheiro. Além do espaço para andar de bicicleta, há uma quadra de futebol e brinquedos infantis. Os moradores frequentam dia e noite e nem uma placa indica que ali sofrerá mudanças. Comerciantes locais também não sabiam desta novidade. “O que sei é que temos no final de semana o parque de diversões. Vai ficar por um mês”, informou um morador. Já a ciclista Viviane Oliveira, 32 anos, utitiza a ciclovia as vezes, quando sua filha pede. “É um espaço de lazer importante, mas as autoridades e até mesmo os moradores não respeitam. Já cansei de andar por lá e passar morador de moto pela ciclovia. Sem falar nos brinquedos quebrados e nos estacionamentos. Os espaços de lazer que já são poucos se tornarão menores.” Parte da Ciclovia está sendo utilizada para a construção da segunda Clínica da Família, conclusão prevista para dezembro deste ano. A Vila do Pinheiro conta com 2.300 domicílios e cerca de 16 mil pessoas.

A integração de programas é pensada no combate à desigualdade do analfabetismo digital. Todas ações promovidas são gratuitas e abertas a públicos de todas as idades. Promovem o acesso ao lazer, entretenimento, arte e novas mídias digitais. Segundo dados do Censo de 2010, a taxa de analfabetismo na Maré entre jovens de 10 a 14 anos é cerca de 5%, bem maior que a taxa do município. Moradora Lídia Félix, de 24 anos, acredita que muitas promessas são ligadas a ideia de “resgatar a cidadania” local, um discurso das mídias comerciais após a entrada das forças armadas na favela. E complementa “Mas já que prometeu, tem que cumprir. Nós moradores temos que exigir isso. Não penso só na minha sobrinha, mas em todas as crianças da Maré”, conclui.
Outra iniciativa implantada para auxiliar na educação tecnológica de crianças, jovens e adultos é o Projeto Casa Rio Digital, localizado na rua principal da comunidade. Nela, alguns pontos são trabalhados, como a democratização, integração, diversidade e o trabalho em rede. Porém, a divulgação do projeto não alcança boa parte da população.
Enquanto os moradores aguardam a realização dessa promessa e de algumas outras, a Prefeitura acredita no esquecimento de seus discursos. Leonardo Nóbrega, 20 anos, morador do Parque União, não frequenta o espaço mas acha desonesto os atrasos cometidos “Isso acontece porque eles não têm a real intenção de servir a população. E como possuem a força, fazem o que bem entendem. A partir do momento que se vive numa zona de guerra, como a população pode sentir-se no direito de cobrar?”, questiona.
A Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia (SECT) e Secretaria Municipal de Habitação (SMH) responsável pela construção da Nave do Conhecimento na Maré, foram procuradas mas não se pronunciaram sobre o assunto.
*A correspondente comunitária Thaís Cavalcante, tem 21 anos, e é nascida e criada na Nova Holanda, uma das favelas da Maré. Ao atuar como comunicadora comunitária há 4 anos em sua comunidade, decidiu cursar jornalismo na universidade e acredita no poder da informação para mudar para melhor sua realidade.

Diálogos sobre gentrificación: el barrio cultural como fortaleza o como pretexto

Este miércoles 3 de junio continuamos con los conversatorios sobre la gentrificación en la Floresta para charlar sobre el concepto de “barrio cultural” y sus derivas.

Sesión 4. El barrio cultural como fortaleza o como pretexto

Fecha: 3 de junio 17:30 – 19:30

Lugar: Comité de la Floresta Miércoles a las 17.30h. Lérida E13-67 y Lugo. Tercer piso.  Aforo limitado a 30 personas. Para asisitir enviar un correo a derechoalaciudadflacso@gmail.com

Textos a debatir:

Artists, aestheticisation and the field of gentrification” – David Ley

The Prospects for Progressive Culture-Led Urban.  Regeneration in Latin America: Cases from Mexico City and Buenos Aires” – Kanai, M. y Ortega-Alcázar, I.