Entrevista a Caio Lima, militante do Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas

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Lina: Caio, pra você o que é o Comitê Popular?

 

Caio: Eu considero que é um espaço de articulação de movimentos sociais, de partidos, sindicatos, da academia, de coletivos que não são ligados a partidos, e pessoas, eu entrei como uma pessoa que queria uma transformação na sociedade. Lá a gente faz um estudo –o Comitê do Rio tem um forte traço da academia–, um estudo sobre os impactos dos megaeventos no Rio de Janeiro e no Brasil, mas principalmente atua como tentativa de resistência frente a esses impactos. Infelizmente a gente está num momento ainda de resistir, acho que é isso que a gente faz principalmente. E resistência principalmente na questão da moradia, você já teve ter percebido.

 

Lina: E porque principalmente na questão da moradia?

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Green go (gringo)!

 

Lá vem eles, os homens branco, me oferecem lentes, espelhos e outras coisas. Mas eu nao quero espelho. Quem precisa de espelho são eles. Eles tem cara-de-pau e não se notam, não se vêm. Os nossos espelhos são os nossos rios, as nossas cachoeiras. E eu também não quero pente. Não quero me pentear. Tem algum problema nisso?

 

Lá vem eles, os homens branco, me oferecem teleférico, plano inclinado, e oooooutros planos….mas eu não quero teleférico. Ah! Mas eles sim! Eles querem teleférico! Eles querem subir a favela e não querem se cansar. Mas as nossas avós, mães, subiam com lata d´água na cabeça, lá vai Maria, lá vai Maria. Elas não tinham teleférico, não tinham kombi e nem carro. Muito menos teleférico, mas elas tinham a força de Canudos e da favela. 

 

Lá vem eles, os homens branco”

De Cosme Felipsen, o Faveladu, 24 anos, morador da favela Morro da Providência, Rio de Janeiro-Brasil.

Por Lina Magalhães.

A presente poesia foi elaborada pelo “favelado” (como Cosme gosta de ser referido), como resultado da intervenção urbana de construção de um teleférico no Morro da Providência, parte do projeto de revitalização da zona Portuária na cidade, projeto vinculado aos megaeventos Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Os moradores reclamam da imposição autoriária do projeto que não ouviu em nenhum momento os moradores da comunidade. Além do mais, o teleférico não está na lista das demandas mais básicas dos moradores e gerou além da demolição da única praça do morro, também a remoção de muitas famílias.

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En marcha: Observatorio de las Luchas Urbanas en América Latina

Con cuatro artículos de Rio de Janeiro, Cali, Santiago de Chile y Quito comenzó el Observatorio de las Luchas Urbanas en América Latina. Se trata de un blog donde subir las novedades de distintas luchas urbanas allá donde estamos realizando nuestros trabajos de investigación en un formato breve.

En los primeros reportes de finales de mayo llegaron artículos sobre las protestas estudiantiles de Chile, el movimiento anti-mundial de fútbol en Brasil, los sectores populares de Cali contra el modelo neoliberal de ciudad o la lucha ecologistas urbana de Yasunidos.

El próximo reporte será a finales de este mes de junio.

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Convocatoria para presentación de artículos en el la Revista “El Canelazo de la Ciudad”. nº3

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Ya se encuentra abierta la convocatoria para presentar artículos en la tercera edición de nuestra revista virtual El Canelazo de la Ciudad, que tendrá como eje principal los movimientos sociales urbanos como forma de tejer alternativas al modelo hegemónico de ciudad capitalista.

Las bases y requisitos de la convocatoria están disponibles en el siguiente enlace:

Tercera convocatoria El Canelazo

 

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El CSO Can Vies resiste al modelo “Marca Barcelona”

Por Juan Mérida

Barcelona vive estos días un proceso de movilizaciones que comenzaron el día 26 de mayo en el barrio de Sants y se han difundido alrededor de los barrios de la ciudad. El motivo, el desalojo por parte de la policía autonómica (Mossos d’esquadra) del Centro Social Okupado (CSO) Can Vies. Con 17 años de historia colectiva, es una de las okupas referentes de la capital catalana. Éste nuevo desalojo se suma a los ya vividos durante estos últimos meses en el CSO La Carbornería (comentado en el nuevo número de la revista) o el Casal de Gracia, otro espacio autogestionado referente de la lucha colectiva. En este nuevo proceso, se refuerza la política “cívica” decretada por el alcalde Xavier Trias quien plantea un modelo de ciudad basado en la “Marca Barcelona” como instrumento facilitador de la entrada masiva de capitales extranjeros.

Mani Can Vies

Foto: Robert Bonet

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